“Te amo sem saber como, nem quando, nem onde. Te amo diretamente sem problemas nem orgulho: Assim te amo porque não sei amar de outra maneira senão assim deste modo em que não sou nem és tão perto que tua mão sobre meu peito é minha mão, tão perto que seus olhos se fecham enquanto eu adormeço.”
“Prometa que sempre que se sentir triste ou inseguro, ou perder completamente a fé, vai tentar olhar para si mesmo, com os meus olhos. ”
“E você me disse que era tudo ou nada, e eu escolhi o nada. O nada com você é tudo, o nada não existe, não dói, não machuca, o nada não ofende, o nada é somente uma folha em branco esperando para alguém escrever nela, desenhar, rabiscar, o nada é a espera do novo, é a esperança em começar, e como eu quero começar tudo de novo com você eu te escolhi para ser meu nada.”
“Era engraçado porque, toda vez que ela me fazia sorrir ou rir, eu sentia uma vontade incontrolável de explicar pra ela o quanto eu a amava.”
“Amor vem de amor. Vem de longe, vem no escuro, brota que nem mato que dispensa cuidado e cresce com a mais remota chuva. Vem de dentro e fundo e com urgência. Amor vem de amor. Que não cabe, mas assim mesmo a gente guarda. A gente empurra, dobra, faz força, deixa amassado num canto, no peito, no escuro, dentro, ou larga pegando sereno. Amor vem de amor. Vem do pedaço mais feio, do mais sem palavra, do triste, vem de mãos estendidas. É tecido desfeito pelo tempo, amarelecido pelo tempo, pelo cheiro da gaveta fechada, pelo riscado do sol na madeira. Amor vem de amor. Vem de coisa que arrebata, vira chão, terra, cisco, resto, rastro, coisa para sempre varrida. É delicadeza viva forte violenta. Que faz doer, partir, deixar caído. Amor vem de amor. E dói bonito.”